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Hemorroidas: o que são, por que aparecem e como tratar com segurança

Você pode treinar, trabalhar, viajar e “seguir a vida” com desconforto anal por semanas — até o dia em que o sangramento assusta e a dúvida vira urgência. A verdade é simples: hemorroidas são comuns, têm tratamento e quase sempre melhoram com medidas bem feitas. O risco está em supor que todo sangramento é “só hemorroida”.

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Estima-se prevalência em torno de 4,4% e pico entre 45 e 65 anos, em ambos os sexos.

O que são hemorroidas?

Hemorroidas são “almofadas vasculares” normais do canal anal, formadas por vasos e tecido de suporte. Elas ajudam na continência e vedação do ânus. O problema começa quando aumentam, inflamam ou descem (prolapso), gerando sangramento, incômodo e, às vezes, dor — especialmente quando há trombose ou estrangulamento.

Depois dessa definição, o ponto central é: a doença hemorroidária não é “ter hemorroidas”, e sim ter sintomas por dilatação, prolapso e irritação local.

Quais são os tipos de hemorroida?

Elas podem ser internas, externas ou mistas. As internas ficam acima da linha sensível à dor; por isso, muitas vezes sangram sem doer. As externas ficam em área mais sensível, favorecendo coceira e irritação, e doem quando trombosam. A localização muda o sintoma e também a estratégia de tratamento.

Na prática, “tipo” define duas coisas: o que o paciente sente e o que o médico escolhe como conduta.

O que significam os graus das hemorroidas internas?

Os graus descrevem o quanto a hemorroida interna prolapsa. Grau I não prolapsa; Grau II prolapsa e volta sozinha; Grau III precisa de ajuda manual para voltar; Grau IV não reduz. Essa classificação orienta o tratamento: medidas clínicas e procedimentos ambulatoriais tendem a funcionar melhor em graus menores; cirurgia é mais comum em graus avançados.

Tabela rápida: graus e comportamento

GrauProlapsoVolta sozinho?Tendência de manejo
INãoMedidas clínicas
IISimSimClínico + procedimentos selecionados
IIISimNão (manual)Procedimentos e, às vezes, cirurgia
IVSimNãoCirurgia mais provável

O que causa hemorroidas?

A causa mais comum é aumento repetido de pressão no canal anal: esforço para evacuar, constipação, longos períodos sentado no vaso e, em alguns casos, disfunções do assoalho pélvico. Gestação avançada pode agravar por pressão e retorno venoso reduzido. Alguns fatores genéticos parecem influenciar, mas não explicam tudo.

Um detalhe que muita gente ignora: o “padrão moderno” de banheiro e hábitos (ficar no celular) prolonga o tempo no vaso e pode piorar sintomas.

Quais são os sintomas mais comuns?

Sangramento vermelho-vivo ao evacuar, prolapso (caroço que “desce”), sensação de pressão, muco e sujeira na roupa íntima são comuns nas internas. Coceira, irritação e dificuldade de higiene são comuns nas externas. Dor intensa sugere trombose externa ou complicação (ex.: estrangulamento), e merece avaliação rápida.

Tabela: sintoma, “cara típica” e o que observar

SintomaMais típico emPadrão comumAtenção redobrada
Sangramento vermelho-vivoInternano papel/vasose persistente, com fraqueza/anemia
ProlapsoInternaintermitentese não reduz (grau IV)
Coceira/umidadeExternairritação localse feridas recorrentes
Dor forte súbitaExterna trombosadanódulo arroxeadofebre, retenção urinária, piora rápida

Quando hemorroida pode ser sinal de algo mais sério?

Sangramento anal pode ter várias causas além de hemorroidas, incluindo condições que exigem investigação. Diretrizes de rastreio já recomendam avaliação a partir dos 45 anos para população geral, e sinais como perda de peso, anemia, mudança do hábito intestinal e histórico familiar reforçam a necessidade de examinar o intestino. Sintomas em jovens também não devem ser banalizados.

Ponto direto: hemorroida não vira câncer, mas “achar que é hemorroida” pode atrasar diagnósticos importantes.

Qual é o melhor tratamento inicial para hemorroidas?

A primeira linha costuma ser tratamento clínico por algumas semanas, com foco em reduzir esforço evacuatório, melhorar consistência das fezes e diminuir irritação local. A base é fibra alimentar/psyllium, hidratação adequada, tempo curto no vaso e ajustes de postura (apoio para os pés). Em muitos casos isso já reduz sangramento e desconforto.

Checklist clínico “que realmente muda o jogo”

  • Vaso sanitário: poucos minutos; se não veio, levante e tente depois.
  • Postura: apoio para os pés ajuda a simular agachamento.
  • Fezes: objetivo é macia e formada; fibra + água.
  • Higiene: limpeza suave; evitar fricção agressiva.
  • Banho morno: pode aliviar espasmo e incômodo.

Qual é o papel das fibras e da hidratação?

Fibras aumentam volume e melhoram a textura das fezes, reduzindo esforço e irritação. A hidratação potencializa o efeito. Na prática, fibra (alimentos e/ou suplemento como psyllium) é uma das medidas com melhor custo-benefício para reduzir sangramento e sintomas. Sem água suficiente, a fibra pode não funcionar bem ou até piorar constipação em alguns perfis.

Se você quer uma regra simples: fezes fáceis de eliminar = menos pressão nas hemorroidas.

Pomadas e remédios funcionam?

Pomadas e remédios funcionam?

Pomadas e supositórios podem aliviar sintomas em curto prazo, mas não “resolvem a causa” e o uso prolongado pode irritar a pele; corticoides tópicos, especialmente, devem ser usados com cautela e por períodos curtos. Analgésicos/anti-inflamatórios podem ajudar dor e inflamação, mas devem ser orientados por profissional, principalmente em pessoas com risco gástrico/renal.

O melhor uso é estratégico: alívio para você conseguir aplicar as medidas que tratam a raiz (fezes, esforço, hábitos).

Quando a ligadura elástica é indicada?

Quando a ligadura elástica é indicada?

A ligadura elástica é um procedimento ambulatorial útil, sobretudo para hemorroidas internas sintomáticas de graus I e II e alguns casos selecionados de grau III. Coloca-se um anel elástico que interrompe o fluxo do tecido redundante; ele cai em alguns dias. Em geral é bem tolerada, mas complicações raras existem e sinais como dor forte, febre e retenção urinária exigem atenção imediata.

Ela costuma funcionar melhor quando o paciente mantém as medidas clínicas, porque o hábito intestinal ruim “recria o problema”.

Quando a cirurgia é recomendada?

Cirurgia é considerada quando sintomas persistem apesar do tratamento clínico e/ou procedimentos ambulatoriais, e é mais comum em hemorroidas internas grau III–IV, mistas ou externas com grande impacto. A hemorroidectomia convencional tem baixa recorrência e é referência, mas a dor pós-operatória pode ser relevante. Técnicas como grampeamento e desarterialização podem reduzir dor em alguns casos, com trade-offs em recidiva.

Tabela comparativa: opções de intervenção

OpçãoMelhor paraVantagensLimitações principais
Medidas clínicassintomas leves/moderadosseguras e acessíveisexige disciplina
Ligadura elásticainternas I–II e alguns IIIambulatorial, eficazrisco raro de complicações
Cirurgia convencionalIII–IV, mistas/externasmenor recorrênciador pós-operatória mais intensa
Técnicas alternativascasos selecionadosmenos dor em algunspode ter mais recidiva

Como é o pós-operatório e o que esperar?

O pós-operatório pode envolver dor importante por dias a semanas, necessidade de analgésicos, banhos mornos e, principalmente, prevenção de constipação com fibras, água e, quando indicado, laxativos. Retenção urinária pode ocorrer nas primeiras horas em alguns pacientes. Sangramento persistente, febre, secreção purulenta ou piora progressiva exigem contato com o cirurgião.

Alinhar expectativa é parte do cuidado: recuperar bem é tão importante quanto operar bem.

Hemorroidas e treino: o que muda para quem frequenta academia?

Esforço intenso com apneia (prender a respiração), picos de pressão abdominal e constipação podem piorar sintomas em algumas pessoas. Ajustes simples ajudam: hidratação, fibras, técnica respiratória adequada e progressão de cargas. Academias que educam alunos sobre hábitos e consistência de saúde tendem a reduzir queixas recorrentes — e sistemas de gestão e acompanhamento podem organizar rotinas e orientações de forma padronizada (por exemplo, Gymnamic Academias).

Para refletir

Sangrar não é “normal”, mas também não é motivo para pânico: é motivo para método. Quando você troca improviso por avaliação e hábitos consistentes, o corpo responde — e a mente descansa.

Se você quer organizar saúde intestinal, treino e rotina com mais consistência (inclusive em ambientes de academia), vale estruturar orientação e acompanhamento em processos claros, fáceis de seguir e mensuráveis.

FAQ — Perguntas frequentes

1) Hemorroida coça, mas não sangra: pode ser mesmo assim?
Pode. Coceira e umidade são comuns, sobretudo em hemorroidas externas e irritação local.

2) Hemorroida “estoura”?
Pode haver sangramento por fragilidade e atrito, mas o termo “estourar” costuma confundir.

3) Banho de assento precisa de sal ou substâncias?
Geralmente não. Água morna já pode aliviar; aditivos podem irritar.

4) Quem tem hemorroida deve evitar pimenta?
Algumas pessoas pioram com alimentos irritantes; o efeito é individual.

5) É perigoso usar pomada por muito tempo?
Pode irritar a pele; corticoide tópico prolongado pode afinar a pele. Use orientação médica.

6) Dá para treinar com trombose hemorroidária?
Depende da dor e avaliação. Em dor intensa, procure atendimento para conduta adequada.

7) Hemorroida causa anemia?
Raramente, mas sangramento frequente e prolongado pode contribuir; precisa avaliação.

8) Crianças e jovens podem ter hemorroida?
É menos comum. Sangramento em jovens também exige avaliação para outras causas

Fontes

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