O que caracteriza uma fístula perianal?
A fístula perianal é uma comunicação anormal que se forma entre o canal anal e a pele próxima ao ânus, criando um trajeto semelhante a um túnel. Esse canal permite a passagem de secreções infectadas, frequentemente percebidas como inchaço e saída de pus ao redor do ânus.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Quais são as principais causas desse problema?
A infecção das glândulas anais, conhecida como criptite, representa a origem mais comum das fístulas perianais simples. O processo geralmente começa com a obstrução de uma dessas glândulas, levando ao acúmulo de secreção e formação de abscesso, que pode evoluir para a fístula.
Quais sintomas indicam a presença de uma fístula perianal?
Os sinais mais frequentes incluem dor e inchaço próximos ao ânus, principalmente após episódios prévios de abscesso. Também pode haver saída de pus, irritação cutânea, coceira e, em alguns casos, sangramento. O desconforto tende a diminuir quando a secreção é drenada.
A fístula perianal pode ser considerada grave?
Embora a maioria dos casos não represente risco imediato à vida, a fístula perianal pode causar complicações. Quando o trajeto é bloqueado, novos abscessos podem se formar, aumentando o risco de infecções mais profundas, destruição de tecidos e, raramente, até evolução para câncer em casos prolongados.
Quais são os métodos de tratamento disponíveis?
O principal tratamento para fístula perianal é cirúrgico. Em situações de inflamação aguda, banhos de assento com água morna podem auxiliar na drenagem da secreção temporariamente, mas a resolução definitiva envolve procedimentos cirúrgicos, que variam conforme a complexidade da fístula.
Entendendo como a fístula perianal se desenvolve
O desenvolvimento desse problema costuma ter início com uma infecção localizada nas glândulas do canal anal, provocada pela obstrução com resíduos ou fezes. O acúmulo de secreção resulta em abscesso, que, ao drenar espontaneamente ou após intervenção médica, pode deixar um trajeto persistente entre o interior do canal anal e a pele externa, caracterizando a fístula.
Em aproximadamente um terço dos casos, após o abscesso, o túnel não cicatriza por completo, perpetuando a comunicação e favorecendo a recorrência de inflamações e secreções. Esse ciclo pode trazer desconforto contínuo ao paciente, além de risco para infecções mais graves se não tratado adequadamente.
Identificação e sintomas da fístula perianal
A presença de uma fístula geralmente é notada por uma pequena elevação ao redor do ânus, muitas vezes dolorosa e com saída de secreção purulenta, que pode manchar roupas íntimas. Outros sintomas incluem irritação, vermelhidão, coceira e, em alguns casos, pequenas quantidades de sangue na região.
Além disso, é comum que o paciente relate episódios anteriores de abscesso anal, caracterizados por dor intensa e inchaço, seguidos de alívio após a drenagem espontânea ou cirúrgica do pus. A reincidência desses sintomas sugere a presença de um trajeto fistuloso.
Possíveis complicações associadas à fístula perianal
Caso o canal da fístula seja obstruído, há risco de formação de novos abscessos, com potencial para infecção dos tecidos vizinhos e até necrose. Embora raro, o surgimento de tumores pode ocorrer em aberturas de fístulas de longa evolução. Por essas razões, o acompanhamento especializado é fundamental.
Tratamento: quando e como intervir cirurgicamente
A abordagem cirúrgica é considerada o tratamento padrão-ouro para fístula perianal. Em casos de inflamação aguda, banhos de assento podem ser indicados, mas a intervenção definitiva depende do tipo e da profundidade do trajeto fistuloso. O objetivo é eliminar a comunicação anormal, evitar recidivas e preservar a função do esfíncter anal.
Fistulotomia convencional
Para fístulas superficiais e pacientes com musculatura anal preservada, a fistulotomia é frequentemente indicada. O procedimento envolve a abertura do trajeto da fístula para remoção do tecido inflamado, permitindo cicatrização de dentro para fora. Essa técnica apresenta bons resultados e baixo risco de incontinência em casos selecionados.
Fistulotomia com uso de sedenho
Quando a fístula acomete parte do músculo do esfíncter, pode-se empregar o sedenho, um fio cirúrgico inserido no trajeto. Ele provoca uma reação inflamatória controlada, promovendo a cicatrização progressiva. Em alguns casos, uma segunda cirurgia é necessária para remover o fio remanescente.
Técnicas poupadoras de esfíncter
Procedimentos modernos visam preservar ao máximo a musculatura anal, reduzindo o risco de incontinência. Entre eles, destaca-se a ligadura do trato fistuloso interesfinctérico (LIFT), que isola e fecha o trajeto fistuloso, apresentando eficácia em torno de 70%. Outra opção é o retalho de avanço endorretal, que utiliza tecido saudável para fechar o orifício interno da fístula.
Métodos inovadores: laser e vídeo-assistido
O fechamento a laser (FiLaC) emprega energia radiante para cauterizar e estimular o fechamento do trajeto fistuloso, com índices de sucesso que variam entre 50% e 60%. Já o tratamento vídeo-assistido (VAAFT) utiliza uma câmera para limpeza e cauterização interna, seguido do fechamento do orifício, atingindo taxas de eficácia próximas de 75%.
Importância do diagnóstico e acompanhamento médico
A escolha do tratamento ideal depende das características individuais de cada paciente, incluindo localização e profundidade da fístula, além de condições clínicas associadas. Por isso, o acompanhamento com especialista é fundamental para garantir uma abordagem segura e eficaz, reduzindo riscos de complicações e recidivas.




