Hemorroidas: causas, sintomas e opções de tratamento
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A hemorroida é uma condição comum que afeta milhões de pessoas, provocando desconforto e, em alguns casos, preocupação sobre a gravidade dos sintomas. Diversos fatores podem contribuir para o desenvolvimento desse problema, e a identificação precisa é fundamental para um tratamento adequado. Neste artigo, você confere as principais causas, sinais, gravidade e as alternativas de manejo disponíveis para quem sofre com esse distúrbio.
Principais fatores de risco
Entre as principais razões para o surgimento de hemorroidas estão o esforço excessivo ao evacuar, geralmente associado à prisão de ventre ou alterações na musculatura pélvica. Indivíduos que praticam esportes de alta intensidade, como levantamento de peso, ou que convivem com tosse persistente, também estão mais suscetíveis devido ao aumento da pressão abdominal.
A postura adotada durante a evacuação exerce influência significativa. O hábito ocidental de usar o vaso sanitário convencional, em vez da posição de cócoras, pode dificultar a evacuação e favorecer o aparecimento das hemorroidas, pois não permite um alinhamento natural da região pélvica.
Além disso, situações que reduzem o retorno venoso, como o final da gestação ou alterações no funcionamento dos músculos do assoalho pélvico, elevam o risco. Fatores genéticos também são apontados como possíveis contribuintes, embora ainda não estejam totalmente esclarecidos pela ciência.
Como reconhecer os sintomas
Os sinais mais frequentes variam conforme o tipo de hemorroida: interna ou externa. Erros diagnósticos podem ocorrer, inclusive entre profissionais de saúde menos familiarizados, já que diferentes doenças do ânus e reto podem provocar sintomas semelhantes. Por isso, a avaliação de um especialista da área é fundamental.
No caso das hemorroidas internas, o sangramento ao evacuar é um dos sintomas mais característicos. O sangue geralmente é de cor vermelha viva, percebido no papel higiênico, na água do vaso ou mesmo escorrendo durante a evacuação. Outro indício importante é o prolapso, que ocorre quando a hemorroida se projeta para fora do ânus. Esse prolapso pode ser temporário ou permanente, voltando ao local sozinho, com auxílio manual ou, em casos mais graves, permanecendo para fora.
A sensação de pressão no reto, saída de muco e resíduos nas roupas íntimas após evacuar também são queixas relatadas. Embora o sangramento possa assustar, raramente leva à anemia, exceto em situações de perda sanguínea prolongada. A dor não é comum nas hemorroidas internas, exceto quando há complicações, como o estrangulamento ou prolapso intenso.
Por outro lado, as hemorroidas externas costumam provocar coceira, irritação, sensação de umidade ao redor do ânus e dificuldades de higiene local. A dor geralmente só aparece em situações específicas, como a trombose hemorroidária, quando se forma um nódulo duro e arroxeado, que pode ser bastante doloroso ou, em alguns casos, indolor.
Após a resolução espontânea da trombose, pode persistir um excesso de pele (plicoma), que tende a melhorar com o tempo, mas pode causar incômodo e dificultar a limpeza.
Gravidade e necessidade de investigação
Apesar de serem a causa mais frequente de sangramento durante a evacuação, as hemorroidas não devem ser automaticamente consideradas responsáveis por esse sintoma. Outras doenças, como câncer colorretal, pólipos, inflamação intestinal, colites, diverticulose e malformações vasculares, também podem causar sangramentos anais.
Por essa razão, pessoas acima dos 45 anos, que apresentem alterações no ritmo intestinal, anemia, perda de peso ou histórico familiar de câncer no intestino, devem ser submetidas a exames específicos, como a colonoscopia, para afastar diagnósticos mais graves. Vale ressaltar que as hemorroidas não evoluem para câncer.
Abordagens para o tratamento
A conduta inicial costuma priorizar medidas simples e não invasivas, com reavaliação após algumas semanas. Mudanças no hábito intestinal e cuidados com a dieta são essenciais. Recomenda-se evitar longos períodos sentados no vaso sanitário e não insistir caso não haja evacuação imediata. O uso de um apoio para os pés pode facilitar a postura adequada e reduzir o esforço.
O objetivo é manter as fezes macias, porém formadas, evitando tanto a constipação quanto a diarreia. Para isso, a ingestão de fibras alimentares é fundamental, seja pela alimentação ou com suplementos como psyllium, metilcelulose e policarbofila cálcica. O consumo de água deve ser aumentado para, pelo menos, 1,8 litro por dia, com ajustes em dias quentes ou durante atividades físicas intensas.
Banhos de assento com água morna são indicados para aliviar os sintomas, promover o relaxamento muscular e reduzir inflamações locais. O uso de cremes e supositórios pode ser considerado, desde que por tempo limitado, para evitar irritações na pele. Anti-inflamatórios e medicamentos que melhoram a circulação venosa também podem ser utilizados em alguns casos.
Procedimentos disponíveis
Quando as medidas conservadoras não são suficientes, procedimentos como a ligadura elástica podem ser indicados. Essa técnica consiste na aplicação de um elástico na hemorroida interna, interrompendo o fluxo sanguíneo e promovendo a eliminação do tecido em alguns dias. O método é rápido, seguro e eficaz para quadros selecionados, especialmente quando associado a mudanças no estilo de vida.
Em resumo, o tratamento das hemorroidas envolve uma combinação de orientações comportamentais, ajuste na alimentação, medicamentos e, em situações específicas, intervenções ambulatoriais. A avaliação médica é indispensável para o diagnóstico correto e para afastar outras condições mais graves que possam apresentar sintomas semelhantes.




