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Cuidados com a pele no verão: sol que você tomou aos 20 anos pode cobrar a conta aos 60

Cuidados com a pele: proteção solar é fundamental para evitar câncer

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A exposição excessiva ao sol está diretamente associada ao surgimento de câncer de pele, tornando a prevenção um tema central de saúde pública. A radiação ultravioleta é capaz de provocar alterações nas células cutâneas, resultando em mutações que, ao longo dos anos, podem desencadear diferentes tipos de tumores. Apesar dos riscos, não se trata de abrir mão do lazer ao ar livre ou de esportes, mas de adotar hábitos conscientes para minimizar os perigos relacionados à exposição solar.

Para garantir a segurança durante atividades externas, especialistas ressaltam a importância de utilizar medidas adequadas de proteção. O uso regular de filtro solar nas áreas expostas do corpo é indispensável. O produto deve ser aplicado em quantidade suficiente, reaplicado a cada duas horas, e sempre após contato com água ou suor intenso. Além da proteção química, recomenda-se associar barreiras físicas, como chapéus de abas largas, roupas compridas com tecido próprio para bloquear os raios ultravioleta e bermudas que cubram a maior parte das pernas.

A conscientização sobre o câncer de pele ainda é um desafio. Muitas pessoas subestimam a gravidade da doença, diferentemente do que ocorre com outros tipos de câncer. Um dos motivos é o longo intervalo entre a exposição solar intensa, comum durante a juventude, e o aparecimento dos sintomas, que geralmente só se manifestam décadas depois. Os danos provocados pelo sol são acumulativos e permanentes. Mesmo quem passa a evitar a exposição mais tarde está sujeito a desenvolver câncer em razão das agressões sofridas anteriormente.

Principais tipos de câncer de pele

Entre os tumores cutâneos, três tipos se destacam. O mais frequente é o carcinoma basocelular, que tende a surgir no rosto, principalmente ao redor do nariz, olhos e regiões centrais da face. Embora menos agressivo, exige tratamento médico para evitar complicações. O carcinoma espinocelular, por sua vez, aparece com mais frequência nas mãos, braços, orelhas, tronco e pernas, partes do corpo que costumam receber mais sol. O terceiro tipo, o melanoma, é o mais perigoso, pois apresenta maior risco de se espalhar para outros órgãos. Em todos os casos, o fator principal é o contato prolongado e sem proteção com a radiação ultravioleta.

A reincidência do câncer de pele é uma preocupação constante. Quem já enfrentou a doença precisa manter acompanhamento rigoroso, já que a probabilidade de novos tumores é maior. Por isso, a prevenção deve ser encarada como uma rotina permanente, que inclui consultas regulares e autoexame da pele.

Importância do sistema imunológico e alimentação

O surgimento do câncer é facilitado quando as defesas do organismo apresentam falhas. Manter um sistema imunológico fortalecido é essencial para evitar não só o câncer de pele, mas diversas outras enfermidades. A dieta tem papel fundamental nesse processo, uma vez que a saúde intestinal influencia diretamente as respostas imunológicas do corpo. Uma alimentação baseada em produtos naturais, pouco industrializados, contribui para a manutenção da imunidade. Por outro lado, uma dieta inadequada pode comprometer as defesas e aumentar a vulnerabilidade a doenças.

Influência genética e características individuais

Embora algumas mutações hereditárias estejam associadas ao aumento do risco de melanoma, a maioria dos casos de câncer de pele não está relacionada à genética. Estima-se que entre 95% a 98% dos diagnósticos estejam mais ligados aos efeitos cumulativos da exposição ao sol do que à herança familiar. Pessoas com pele muito clara, que costumam se queimar facilmente, precisam de cuidados redobrados desde a infância. Esse acompanhamento, inclusive, é responsabilidade dos responsáveis pelas crianças, que devem adotar hábitos de proteção desde cedo.

Episódios de queimadura solar, especialmente durante a infância e adolescência, elevam consideravelmente a probabilidade de tumores cutâneos no futuro. Outro fator que não pode ser ignorado é o uso de câmaras de bronzeamento artificial. Diversos estudos científicos já comprovaram que esse tipo de prática aumenta expressivamente o risco de câncer de pele, tornando o seu uso contraindicado por entidades médicas e de saúde.

O papel da observação e do diagnóstico precoce

Reconhecer alterações na pele é fundamental para garantir um diagnóstico em estágio inicial, o que aumenta consideravelmente as chances de sucesso no tratamento. Mudanças em pintas, manchas ou lesões, como o aumento do tamanho, alteração de cor ou formato irregular, devem ser avaliadas por um dermatologista. Nos casos de melanoma, por exemplo, a identificação precoce pode levar a taxas de cura próximas a 100%. Entretanto, tumores mais profundos ou avançados reduzem drasticamente as possibilidades de tratamento eficaz.

A atenção à saúde da pele vai além da preocupação estética. Adotar medidas preventivas desde cedo, manter a proteção ao longo da vida e buscar orientação médica diante de qualquer alteração suspeita são atitudes que salvam vidas. O combate ao câncer de pele depende, sobretudo, da informação, da vigilância e do compromisso diário com a própria saúde.

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